Case Acadêmico

Após receber autorização para ofertar um curso de graduação a distância em Teologia, a faculdade Refidim procurou a GFarias para ter suporte para implementação do curso online. Seguindo seu PDI (Plano de Desenvolvimento Institucional), foi iniciada a estruturação do curso, do conteúdo e da operação de graduação a distância autorizada pelo MEC. A princípio a GFarias foi contatada apenas para atendimento de demandas tecnológicas, como hospedagem Moodle, criação de tema e estabelecimento de um modelo de sala Moodle para ser replicada em todas as disciplinas da graduação. 

Após reunião, a GFarias acabou sendo contratada para uma consultoria completa, envolvendo desde a parte tecnológica até a revisão do PDI (a ser atualizado no ano seguinte). A graduação começou com um levantamento de perfil sócio-econômico e de inclusão digital dos alunos, de forma a subsidiar a revisão do PDI e estabelecer critérios para o design educacional dos cursos. Ao invés de um simples modelo de curso, foi implantado um processo gradual de implementação dos objetivos de aprendizagem balizados pela Taxonomia de Bloom. Os projetos de cada grupo de disciplinas seguiram uma introdução progressiva de recursos tecnológicos, do Moodle e de outras tecnologias, para haver uma acomodação do uso de novidades por parte dos alunos.

A tutoria deixou a tradição de uso de fórum e email para seguir para mensageiro instantâneo integrado ao Moodle, chegando ao bolso do aluno através dos smartphones. Foi implantada estratégia de mobile learning. O conteúdo que era inicialmente baseado em arquivos PDF foi atomizado ao longo da estrutura das disciplinas, em formato HTML5 integrado a glossário como links automáticos de termos. 

Ao mesmo tempo as disciplinas foram paulatinamente mudando o desenho educacional, de uma abordagem comportamentalista para uma aprendizagem ativa, forçando a equipe de autoria de conteúdo a trabalhar junto com a GFarias para haver mudança no paradigma de concepção dos planos de atividades a distância. Alunos que começaram o curso fazendo o dueto "leitura de PDF mais resposta a questionários" em fins de semana, passaram a entender que o aprendizado era mais consistente com mais intensa interatividade com colegas através dos canais de comunicação via smartphones, e que o acompanhamento do curso deveria ocorrer ao longo de toda a semana. 

Esta mudança de comportamento só se sabe porque a GFarias implementou um acompanhamento de perto da rotina e do comportamento dos alunos, sistematicamente fazendo avaliação diagnóstica para mensurar a eficácia das escolhas feitas no desenho educacional do curso. A revisão do PDI refletiu a real percepção da dinâmica do curso e da realidade docente, junto com objetivos institucionais que foram alterados a partir do momento que se passou a trabalhar numa perspectiva bem mais sofisticada pedagógica, operacional e tecnologicamente que inicialmente pensado. 

Apesar das turbulências passadas pela mudança de paradigma, o resultado que está sendo obtido é um aprendizado mais denso por parte do corpo discente, dentro das limitações da sua realidade sócio-econômica e tecnológica. Houve uma maior retenção de alunos, reduzindo a evasão a um patamar bem abaixo do normal no Brasil, além do processo de avaliação ter sido reformado para propiciar maior sofisticação pedagógica, mais conforto logístico para os alunos e menor custo para a instituição.  

O processo de implantação do curso de graduação continua, com capacitação dos docentes e técnicos envolvidos, orientações educacionais para os autores do conteúdo, suporte para a área técnica da faculdade, assessoria na tomada de decisão estratégica do mantenedor e, naturalmente, hospedagem da plataforma Moodle.