Case de Governo

O Ministério da Saúde, no final dos anos 2000, precisava capacitar profissionais dos laboratórios oficiais de análises clínicas espalhados por todo o país. O objetivo era estabelecer um protocolo padrão de descarte de resíduos provenientes dos exames de material orgânico processado nestes laboratórios. Quando a GFarias foi contratada e fez a análise do problema a ser resolvido, percebeu que impor um padrão estabelecido entre Brasília e São Paulo para todo o país com um curso capacitação não seria a melhor opção. Melhor seria criar este padrão com a colaboração de todos os gestores dos laboratórios de cada região do país. Afinal, a forma de tratar resíduos biológicos em Porto Alegre não é igual ao que é feito em Manaus, pelas realidades social, climática, cultural entre outras.

Assim, foi montada uma comunidade de prática, onde os processos foram discutidos entre todos os envolvidos, utilizando o know-how de especialistas espalhados por todo o país, cada um contribuindo com informações sobre suas peculiaridades, suas melhores práticas, suas experiências de sucesso e fracasso. O padrão de descartes de material biológico estabelecido foi, portanto, baseado na realidade de cada região, bem mais detalhado, abrangente e com capacidade de atender as particularidades de todas as regiões do país. 

A partir deste padrão sim, foi montado um curso de capacitação online para que profissionais que não participaram da comunidade de prática. Uma vez que o curso foi especificado numa abordagem bottom-up, ou seja foi o conjunto de gestores que fundamentaram o padrão, elevou-se por demais as chances deste padrão ser efetivamente implementado a partir da capacitação oferecida para todo o país. Chances bem maiores do que a abordagem inicial, top-down, onde apenas gestores de Brasília e São Paulo, apesar de toda a competência técnica para montar um padrão de descarte factível, não teriam como prever as peculiaridades inerentes às distintas realidades de um país tão grande e tão diverso como o Brasil. 

Foi justamente por contar com gente que entende do processo e não apenas da tecnologia que pode vir a dar suporte ao processo que o Ministério da Saúde pôde usufruir da vantagem de resolver um problema que sequer sabia que tinha. É a vantagem de contar com um parceiro, e não apenas de um fornecedor de serviço tecnológico que demonstra o diferencial da GFarias pode oferecer.